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Vinhos & Bebidas
Por Guto Freitas 12/08/2009 ( 00:35)
Uma carta para se guiar
Não tenha medo do sommelier
Por Guto Freitas 20/07/2009 ( 00:35)
Degustação de Vinho em Minas - Enólogos e um Mineirin... - Hummm... - Hummm... - Eca!!! - Eca?! Quem falou Eca? - Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho? - Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas... - Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?! - Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor? - Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá! - Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild! - O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é? - Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então... - E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada! - O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no... - Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim! - Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens... - Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta... - O senhor poderia começar com um Beaujolais! - Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana! - Então, que tal um mais encorpado? - Óia lá, ocê tá brincano com fogo... - Ou, então, um suave fresco! - Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada! - Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar! - Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta... - Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio? - E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu? - Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei? - Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia! - Mole e redondo, com bouquet forte? - Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois... e é treis! Num corre, não, fioda....! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!...
Luiz Fernando
Veríssimo
Por Guto Freitas 16/05/2009 ( 00:35)
Aconteceu em São Paulo entre os dias 5 a 7 de maio, o maior evento internacional de vinhos da América latina uma das maiores do mundo, estou falando da Expovinis que aconteceu em sua 13ª edição. A exposição contou com os maiores produtores mundiais e apresentou o ranking dos melhores em 10 categorias. Foram quase 200 rótulos a concorrer para como melhor exemplar na sua categoria. As avaliações foram realizadas por 13 jurados ente críticos, enólogos, sommeliers e jornalistas, para a degustação e avaliação dos exemplares foi feita às cegas, sem o conhecimento da marca ou produtor.
Os 10 melhores da Expovinis 2009 divididos por categoria:
Categoria Espumante Nacional: Casa Valduga Gran Reserva Extra-Brut. Produtor: Casa Valduga (Vale dos Vinhedos - Bento Gonçalves/RS)
Categoria Espumante Importado: Champagne Pehu Simonet Brut Sélection Grand Cru NV Produtor: Pehu Simonet (Champagne - França)
Categoria Sauvignon Blanc: Ventisquero Queulat Gran Reserva 2008 Produtor: Ventisquero (Valle de Casablanca - Chile)
Categoria Chardonnay: Morandé Reserva 2007 Produtor: Morandé (Valle de Casablanca - Chile)
Categoria Branco de Outras Castas: Josmeyer Les Pierrets Riesling 2001 Produtor: Josmeyer & Fils (Alsacia - França)
Categoria Rosado: Cascaï 2008 Produtor: Château Ferry Lacombe (Provence - França)
Categoria Tinto Nacional: Salton Talento 2005 Produtor: Salton (Tuiuty - RS)
Categoria Tinto Novo Mundo: Las Perdices Tinamú 2006 Produtor: Viña Las Perdices (Mendoza - Argentina)
Categoria Tinto Velho Mundo: Vinha Longa Reserva 2006 Produtor: Encostas de Estremoz (Alentejo-Portugal)
Categoria Doce (Fortificados e licorosos): Justino's Madeira 10 anos Produtor: Justinos Henriques (Ilha da Madeira - Portugal)
Para mim especialmente não foi surpresa a vitória do Morandé Reserva 2007 da vinícola Morandé, pois em recente viagem ao Chile, degustei este vinho que passa pelo menos seis meses em barril de carvalho francês. Esse vinho de cor amarela intensa e reflexos dourados revela de imediato uma madeira equilibrada, de delicioso leque aromático.
Seu produtor Pablo Morandé é da quinta geração de uma família de vinicultores chilenos que no ano de 1982 na contra-mão da história foi pioneiro ao plantar vinhedos no Vale de Casablanca, o que mais tarde demonstrou ser uma decisão acertada e o que se viu depois, foi um grande número de vinhas de outros produtores se instalando na região. Seus vinhos somente chegaram ao Brasil em meados de 90 e conquistaram o paladar do público brasileiro.
Guto Freitas ~~~~~~~ ♦ ~~~~~~~
Por Guto Freitas 08/11/2007 (04:18)
Somellier & um Sabre - CHARME DE UMA
COMEMORAÇÃO!
O general francês, provável pioneiro na sabragem de garrafas de
Champagnes a degola da garrafa com o sabre, costumava dizer que “a
história é uma versão do passado, na qual decide-se acreditar”.
~~~~~~~ ♦ ~~~~~~~ Por Guto Freitas 03/11/2007
" Vinho não é para colecionar, nem para especular, mas para beber entre amigos" "Aqueles que não identificam todos os aromas nos vinhos não me surpreendem. Eu mesmo não sou capaz de identificá-los. Acho isso muito aborrecido" " Beber um único vinho até o fim da vida seria uma condenação. Mas, se eu tivesse de escolher um, talvez fosse o Romanée-Saint-Vivant"
Veja a íntegra da entrevista no site: www.veja.com.br
~~~~~~~ ♦ ~~~~~~~ Por Guto Freitas 03/09/2007
DEGUSTAÇÃO NO CARAVAGGIO
MORANDÉ - A primeira vez que tive contato com os vinhos da Morandé foi no antigo restaurante Alimenta Bistrô em Fortaleza-Ce. A sugestão foi do chef Fernando Barroso que me sugeriu um (PIONERO) - Cabernet Sauvignon - Na ocasião, o cliente poderia escolher qualquer rótulo da adega e tomar uma taça. Hoje volto a apreciar os vinhos por indicação do maitre somellier Roberto Rufino que dirige a carta do restaurante CARAVAGGIO.
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Por Guto Freitas 03/08/2007
O TERROIR Nunca se falou tanto em terroir - Termo francês que designa o terreno onde se localiza um vinhedo - como agora. No mundo todo a ordem é buscar o melhor TERROIR. Vale lembrar que terroir se refere também as características do solo, do micro clima e do ecossistema do local dos vinhedos. VOCABULÁRIO DO VINHO ACIDEZ - Indica a vivacidade e o frescor da bebida. Ajuda igualmente a definir e a prolongar as qualidades degustativas. ADSTRINGÊNCIA - Sensação de secura devido aos taninos. AMANTEIGADO - Com aroma que lembra manteiga, quase sempre associado aos vinhos brancos da cepa Chardonnay BUQUÊ - Termo usado para descrever os aromas do vinho, sobretudo as características olfativas derivadas do envelhecimento em tonéis ou na garrafa. CORPO - Impressão de consistência no paladar. Uma boa maneira de se definir o corpo do vinho é ter a água como padrão. Quanto mais intenso que a água for o vinho, mais encorpado ele será. CURTO - Que carece de persistência. ELEGANTE - Vinho sem defeitos, com aroma pronunciado e muito agradável na boca, deixando no final uma sensação gostosa e longa. EQUILIBRADO - Vinho cujos componentes se harmonizam, de modo que nenhum elemento se faça notar. FRUTADO - Muitos vinhos têm nuances olfativas de uma certa fruta específica ( por exemplo, pêssego, maçã, cassis, maracujá, cereja ) outros exalam uma agradável impressão de fruta. HERBÁCEO - Diz-se de um caráter que evoca as plantas verdes ou a grama cortada recentemente. TANINO - Substância extraída das cascas das uvas que dão aos vinhos tintos sua características e que confere a adstringência ao vinho. Como se a pessoa comesse uma banana verde.
CONSERVAÇÃO
: A temperatura depende do gosto de cada um. Lembre-se, contudo, de
algumas dicas: Os brancos quando não resfriados tendem a realçar a acidez; mas se excessivamente gelados, podem impedir a percepção do sabor.
Nunca adicione pedras
de gelo ao vinho, nem coloque a garrafa no congelador, pois o resfriado
bruto aniquila com a qualidade e o sabor da bebida. O ideal é usar
baldes com pedaços de gelo, água gelada e sal grosso.
No Brasil, quando a
temperatura no verão ultrapassa facilmente 35ºC, os tintos devem ser
resfriados na parte inferior da geladeira, na porta, ou ainda num balde
com água gelada por meia hora.
A escolha da taça
também é importante. O tipo adequado permite enfatizar todas as virtudes
do vinho. Os mais indicados são os cálices, que têm uma haste com o pé.
Além de elegantes, podem ser segurados sem que se aqueça o vinho. Os
ideais são de cristal ou vidro, de paredes finas, inteiramente lisos (os
lapidados não permitem que a cor seja plenamente apreciada). No caso do
champanhe, o ideal é o copo tipo "flute", ou flauta, e não a taça
tradicional, boca larga, que faz com que a bebida perca as bolhas de gás
rapidamente. Por ter a borda mais estreita, a "flute" permite uma melhor
concentração e percepção de aromas. Antes de escolher as bebidas que acompanharão seu almoço e jantar festivos, saiba que os rótulos dos vinhos, nacionais e estrangeiros, contêm preciosas informações. Além do nome do fabricante, ano de fabricação, produtor, engarrafador, traz ainda a variedade de uva que deu origem àquele vinho. Se é Cabernet, por exemplo, uma variedade tinta, da região francesa de Bordeaux; se Pinot Blanc, vem da Borgonha. Outro ponto que deve ser notado é o teor alcoólico. Os vinhos normalmente variam de 7,5 a 15 graus (o normal é 12, ou seja, 12 g de álcool por litro). Mais de 17 graus é liquidar com a bebida, pois o álcool matará os microorganismos que a produzem, a partir do açúcar.
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